12 de ago. de 2012

Megalodon (tubarão branco gigante)

Carcharodon megalodon (também denominado megalodonte ou tubarão-branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que provavelmente viveu entre 20 e 1,6 milhões de anos atrás no período Mioceno no Oceano Pacífico.

http://www.achetudoeregiao.com.br/dinossauros/megalodon.htm

Os dentes são em muitos aspectos similares aos do tubarão-branco atual (Carcharodon carcharias), mas com um tamanho que pode superar os 17,5 metros de comprimento, pelo que se pode considerar a existência de um estreito parentesco entre as espécies. No entanto, alguns investigadores opinam que as similitudes entre os dentes de ambos os animais são producto de um processo de evolução convergente. Por causa de seus grandes dentes que o nomearam Megalodonte que significa "dente enorme".

O tamanho desta criatura era entre 15 e 20 metros, com um peso que podia chegar as 50 toneladas. O Megalodonte era três vezes maior que o tubarão-branco atual. As primeiras reconstituições com comprimentos que podiam chegar aos 10 metros, consideram-se de maneira geral como pouco precisas.
Em 1995, foi feita proposta para mover a espécie para um novo género, Carcharocles. Esta questão ainda não está de todo resolvida. Muitos paleontólogos inclina-se para o nome de Carcharocles, enquanto que outros (sobretudo especialistas em biologia marinha) mantêm a conexão com o tubarão-branco e incluem ambos os animais no género Carcharodon. Os defensores de Carcharocles opinam que o ancestral mais provável do megalodonte foi a espécie Otodus obliquus, do Eoceno, enquanto o tubarão-branco descenderia da espécie Isurus hastalis.Existe a teoria de que os megalodontes adultos se alimentavam de baleias e que se extinguiram quando os mares polares se tornaram demasiado frios para a sobrevivência dos tubarões, permitindo que as baleias pudessem estar a salvo deles durante o verão.Tubarões muitas vezes empregam estratégias de caça complexas para pegar presas de grande porte. Alguns paleontólogos sugerem que as estratégias de caça do grande tubarão-branco podem oferecer pistas de como o grande Carcharodon megalodon poderia ter caçado suas presas extraordinariamente grandes (como as baleias). No entanto, a evidência fóssil sugere que Carcharodon megalodon foi mais eficaz nas estratégias para capturar grandes presas em comparação com as estratégias empregadas pelo grande tubarão branco. Os paleontólogos têm realizado um levantamento de fósseis para determinar os padrões de ataque do C. megalodon com as presas.

Durante o Plioceno, cetáceos muito grandes e avançados desapareceram. Megalodon aparentemente era mais refinado com suas estratégias de caça para lidar com estas grandes baleias. Numerosos ossos fossilizados de nadadeiras (ou seja, segmentos das barbatanas peitorais), e vértebras caudais de grandes baleias do Plioceno foram encontradas com marcas de mordida que foram causados ​​por ataques de Carcharodon megalodon. Esta evidência paleontológica sugere que Megalodon tentava imobilizar uma grande baleia rasgando ou mordendo suas estruturas de propulsão antes de matar e se alimentar dela.
Os Megalodontes jovens não eram grandes o bastante para atacar baleias. Os dentes dos jovens eram geralmente encontrados em águas rasas, sugerindo que estes grandes tubarões viviam perto das costas. E com isso eles provavelmente deveriam ter caçado peixes de grande porte e pequenos mamíferos, como o Odobenocetops.
Fósseis
Carcharodon Megalodon é representado no registro fóssil principalmente pelos seus dentes e centra vertebral. Como acontece com todos os outros tubarões, seu esqueleto era formado por cartilagem em vez de ossos.
Os fósseis mais comuns de Megalodontes são seus dentes. Seus dentes têm: forma triangular, estrutura robusta, são de grande porte, serrilha boa e são em forma de V. Os dentes deste tubarão podem medir mais de 180mm de altura ou comprimento inclinado na diagonal e são maiores do que os de qualquer espécie de tubarão conhecida.

Os fósseis de C. megalodon foram escavados em muitas partes do mundo, incluindo Europa, América do Norte, América do Sul, Puerto Rico, Cuba, Jamaica, Austrália, Nova Zelândia, Japão, África, Malta, Granadinas e na Índia. Seus dentes também foram escavados a partir de regiões distantes das terras continentais (por exemplo, a Fossa das Marianas, no Pacífico).
Acredita-se que C. megalodon se extinguiram no Pleistoceno, provavelmente cerca de 1,5 milhões de anos atrás.

Herrerassauro

O herrerassauro (Herrerasaurus ischigulastensis, do latim "lagarto de Herrera") foi um dinossauro carnívoro e bípede que viveu durante o período Triássico. Possivelmente o mais antigo dinossauro carnívoro com até 3 metros de comprimento. Viveu por todo o mundo, já que no período Triássico todos os continentes estavam unidos em uma única massa de terra, a Pangéia, que mais tarde se dividiria para formar os demais continentes.

O nome herrerassauro é devido ao seu descobridor Victorino Herrera, que encontrou o primeiro esqueleto de herrerassauro em San Juan, Argentina.
Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Herrerasaurus ischigualastensis
Época: Triássico, há 228 milhões de anos atrás
Local onde viveu: América do Sul na Argentina
Peso: até 200 kg
Tamanho: até 3 m de comprimento
Alimentação: Carnívora

Guanlong

O guanlong (Guanlong wucaii) é um ancestral do Tyrannosaurus rex que viveu na China no período jurássico (de 205 a 145 milhões de anos). O guanlong podia chegar a até três metros de comprimento e tinha uma boca repleta de dentes. O que mais diferencia o guanlong dos demais membros da sua família é que no alto de sua cabeça há uma enorme crista, que os especialistas presumem ser bastante frágil. O Guanlong wucaii, que no mandarim significa “dragão com crista de cinco cores”, de acordo com os cientistas pode vir a das respostas sobre os antepassados dos tirannosaurus.

Gorgossauro

O Gorgossauro cujo nome significa "Lagarto de Gorgon" viveu durante o período Cretáceo há aproximadamente 70 milhões de anos atrás em Alberta, Montana e Novo México. Era um enorme dinossauro carnívoro terópode da família dos tiranossaurídeos, possuía uma boca enorme, pernas fortes e seus braços já se apresentavam atrofiados algo comum em sua família. O Gorgossauro era um predador solitário, porem em épocas de procriação poderiam viver em grupos familiares.

Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Gorgosaurus libratus
Época: Cretáceo
Local onde Viveu: América do Norte
Peso: Cerca de 3 toneladas
Tamanho: 9 metros de comprimento e 3m de altura
Alimentação: Carnívora

Gigantoraptor

O Gigantoraptor erlianensis cujo nome significa "ave de rapina gigante" e erlianensis que lembra o local onde foi encontrado, Erlian região autónoma chinesa da Mongólia Interior viveu no final do período Cretáceo há aproximadamente de 70 milhões de anos atrás na atual Mongólia e norte da China.
Essa é uma das maiores espécies encontradas do grupo dos oviraptores, podia atingir cerca de 1,4 toneladas, 8 metros de comprimento e 3,5 metros de altura do chão até o quadril. Este enorme dinossauro tinha penas e bico semelhantes aos das aves atuais e era quase do tamanho de um Alossauro e pouco menor em tamanho a um tiranossauro. Suas pernas longas sugerem que era um predador e que agarrava suas presas durante perseguições.
Foi descoberto pesquisadores da equipe de Xu Xing, paleontólogo do Instituto de Paleontologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências de Pequim.

Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Gigantoraptor erlianensis
Época: Cretáceo
Local onde viveu:Ásia
Peso: Cerca de 1,4 toneladas.
Tamanho: 8 metros de comprimento e 3,5 metros de altura até os quadris.
Alimentação: Carnívora

Galimimo

Dinossauro terópode, viveu durante o perí­odo Cretáceo, na Ásia, entre 74 à  70 milhões de anos atrás. O Galimimo cujo nome significa " imitação de ave " devido ao formato de seu corpo, corria como um avestruz. Por não possuir dentes deveria comer plantas, insetos e pequenos mamí­feros, tendo uma dieta oní­vora.
Era o maior dos chamados "dinossauros-avestruz". A velocidade desse animal estipulada através de suas pegadas, com as distâncias entre elas e com a profundidade delas, estima-se que esses animais poderiam atingir enormes velocidades, pouco mais de 60 Km/h.

Dados do Dinossauro:
Nome Científico: Gallimimus bullatos
Época: Cretáceo, entre 74 à  70 milhões de anos atrás
Local onde viveu: Ásia - Mongolia
Peso: até 150kg
Tamanho: de 5 a 6 m de comprimento e 3 m de altura
Alimentação: Oní­vora

Alossauro

Nome Comum: Alossauro
Nome em Inglês:
Alossaurus
Nome Científico:
Allosaurus Fragilis
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Superordem: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Theropoda
Infraordem: Tetanurae
Micro-ordem: Carnosauria
Família: Allosauridae
Distribuição geográfica: viveu principalmente nos EUA, África e Austrália
Época: Fim do Jurássico, entre 153 à 135 milhões de anos atrás
Peso: até 3 toneladas
Tamanho: até 12 m de comprimento e 5 m de altura
Alimentação: Carnívora
Velocidade: chegava a 30 a 55 quilômetros por hora
Significado do nome: O nome Allosaurus quer dizer “lagarto diferente”, porque suas vértebras diferem as vértebras dos outros dinossauros.
Descoberto: O primeiro fóssil de alossauro foi descoberto em 1877 por Othniel Charles Marsh e desde então já foram encontrados mais de 100 ossos referentes a espécies do gênero, sendo que os achados mais importantes ocorreram nos Estados Unidos e Portugal.
Espécies: Allosaurus fragilis; Allosaurus atrox ; Allosaurus europaeus; Allosaurus SP; Allosaurus maximus; Allosaurus trihedrodon.
Características: Possuía estranhas elevações ósseas em cima e na frente dos olhos, sua cauda era comprida e o pescoço curto e forte. Nos pés tinha quatro dedos, sendo que um era menor.
Allosaurus fragilis foi o maior dinossauro predador da sua época, um carnívoro esguio e veloz. Seus braços eram fortes e suas mãos possuíam dedos com garras de até 15 cm de comprimento. Sua boca era equipada com até 70 dentes que alcançavam 20 cm de comprimento. Cada dente apresentava duas bordas serrilhadas, para cortar profundamente suas presas e forte curvatura para impedir que elas escapassem. O tamanho de seu cérebro indica que o Allosaurus fragilis era um dinossauro iAlossauronteligente. Possivelmente tinha o hábito de se reunir com vários outros para caçar espécies herbívoras bem maiores, uma vez que o saurópode Camarosaurus, uma de suas presas, tinha mais de 20 metros de comprimento. A. fragilis era apenas um pouco menor (até cinco metros de altura), mas bem mais esbelto, pois seu peso não chegava a três toneladas. Daí o nome da espécie, fragilis. Isso fez dele um ágil caçador, pois era capaz de correr atrás de suas presas, enquanto T. rex era muito pesado, e uma queda durante uma corrida poderia ser fatal.

11 de ago. de 2012

Carcharodontossauro

O Carcharodontossauro cujo nome significa " réptil com dentes de tubarão " era conhecido apenas por fragmentos de ossos, mas recentemente foram descobertos mais fósseis que indicam ser o Carcharodontossauro um dos maiores dinossauros carnívoros que já existiram, sendo maior até que o Tiranossauro rex e seus dentes atingiam o incrível tamanho de 15 centímetros.
Há 90 milhões de anos atrás, esse enorme animal era um dos dinossauros mais amedrontadores que vagavam pela paisagem pré-histórica. Tinha a pele manchada, que servia como camuflagem na luz filtrada pelas árvores, quando ele aguardava a hora certa para atacar. Então, ele se atirava sobre a presa com sua boca enorme . O Carcharodontossauro não era veloz, mas tocaiava sua presa e a engolia inteira. Seu pescoço era forte o bastante para girar sua enorme cabeça. 

    Na terceira acima um
Carcharodontossauro está atacando e disputando a mesma presa com um Espinossauro, que é sem dúvida também um dos maiores dinossauros carnívoros que já existiu, a presa é um enorme saurópode conhecido como Aegyptosaurus baharijensis, quem ganhará a luta é impossível determinar com certeza, mas se os grandes carnívoros travassem uma batalha, essa seria aterrorizante. 

    Na última imagem um
Carcharodontossauro está ameaçando um Deltadromeus e que se "não der ouvidos" a essa ameaça poderá virar a sobremesa desse banquete.
Dados do Dinossauro:
Nome: Carcharodontossauro
Nome Científico: Carcharodontosaurus saharicus
Época: Cretáceo
Local em que viveu: Norte da África ( Egito, Marrocos, Tunísia, etc)
Tamanho: 15 metros de comprimento
Peso: Cerca de 9 toneladas
Alimentação: Carnívora

9 de ago. de 2012

Velociraptor

Velociraptor é um gênero de dinossauro terópode do período Cretáceo. Media 1,5 m de comprimento e pesava aproximadamente 80 quilogramas. Foi um grande predador que provavelmente caçava em bando. Era leve, rápido, possuía ótima visão e um cérebro bastante desenvolvido, além de um poderoso maxilar. Assim como o seu parente próximo, o deinonico, o velociraptor possuía uma garra retrátil em forma de foice no segundo dedo da pata.
O primeiro esqueleto de velociraptor foi encontrado no Deserto de Gobi, na Ásia, em 1923. Mais tarde, em 1970, foi encontrado um esqueleto de velociraptor agarrado a um protoceratops. Não se sabe, ao certo, porque morreram, mas se acredita que uma violenta tempestade de areia os soterrou. As perfeitas condições desse achado e a situação na qual os dois dinossauros morreram fizeram dessa descoberta uma verdadeira sensação.
O velociraptor recebe grande atenção da comunidade científica porque há fortes indícios de que ele possuía penas - característica própria das aves e não dos répteis.[1] É também um dos dinossauros mais famosos, tendo participado em vários filmes de cinema (dos quais pode-se citar a série de filmes Jurassic Park), jogos de computador e outras mídias.
Recentemente, através de pesquisas e testes cuidadosamente elaborados, descobriu-se que as garras do velociraptor não serviam para rasgar o ventre ou o pescoço da presa, pois sua parte inferior não era cortante nem afiada, e sim arredondada; portanto, provavelmente não era usada para rasgar, e sim para perfurar, pois dessa forma tinha boa chance de acertar a traqueia ou a jugular da vítima e assim matá-la.
O Velociraptor foi um pequeno dromeossauro mongol, medindo entre 1,5 e 2 metros de comprimento, cerca de 76 centímetros de altura e 15 quilos. Possuía dentes curvos e serrilhados, cravados numa poderosa maxila (estes dentes foram encontrados entre fósseis de jovens anquilossauros mongóis).
As "mãos" eram providas de dedos desenvolvidos, estes terminados em garras curvas e fortes, provavelmente usadas na luta com a presa. Uma das mais peculiares características deste dinossauro é a presença de uma clavícula, semelhante ao "ossinho da sorte", em sua estrutura óssea, o que maximizava a força dos braços. O velociraptor caminhava sobre dois dedos, sendo o último de sua pata um dedo modificado, onde se encontra a mais famosa das características do velociraptor: a chamada "garra terrível", que media de 7 a 11 centímetros. Pequena, mas letal, se levarmos em conta como ela era usada. Os músculos da pata eram muito poderosos, o que fazia da garra uma ferramenta mortal de caça.
Acredita-se que o velociraptor, assim como uma parte dos raptores, era provido de penas. A cauda era comprida e rígida, feita para equilibrar o animal quando este corria (trata-se de um animal ágil). As vértebras da cauda apresentavam grandes projeções ósseas na parte superior destas e tendões ossificados por baixo. Essa modificação começa na décima vértebra e seguia para quatro ou dez vértebras à frente, dependendo da posição da cauda. Esse tipo de postura transforma a cauda em uma barra rígida, prevenindo movimentos verticais das vértebras. Essas adaptações ajudam a manter o equilíbrio quando o animal mudasse de direção (o que sugere que realmente se tratava de um dinossauro muito veloz). Uma estrutura idêntica é a cauda do guepardo. A maior refeição que o velociraptor poderia encontrar era um anquilossauro.
O velociraptor foi descoberto em 1925, durante uma expedição do Museu Americano de História Natural à Mongólia (um crânio quebrado e as famosas garras). Dois anos depois, havia sido citado num artigo, nomeado de Ovoraptor djadochtari (não se trata do Oviraptor philoceratops), devido à procedência dos ossos. Como esse nome não foi publicado de forma oficial (acompanhado de uma descrição científica), foi ignorado e a prioridade foi dada ao Velociraptor mongoliensis.
Durante a Guerra Fria, foram descobertos muitos vestígios desta espécie. Em 1970, uma foi descoberto um velociraptor agarrado a um protoceratops; essa descoberta é de extrema importância, pois prova que os pequenos dinossauros realmente caçavam dinossauros maiores que eles próprios.
O velociraptor foi posto na subfamília Velociraptorinae, um subgrupo da família dos dromeossauros (Dromaeosauridae). Essa subfamília consiste em "todos os dromeossauros que são mais semelhantes ao velociraptor do que aos dromaeosaurus".
Há um detalhe curioso: em 1925, quando foi descoberto, o velociraptor foi anexado à família dos megalossauros (megalosauridae), assim como a maior parte dos carnívoros descobertos naquele período.
Estudos recentes mostraram outras faces do "raptor", como a função de sua garra.
Todos os dromeossauros eram dotados de uma garra curva, semelhante a uma foice, num dedo modificado na pata traseira do animal. O tamanho varia de acordo com a espécie: o deinonychus tinha uma de 15 cm; o utahraptor tinha cerca de 20 cm; o velociraptor tinha uma de 6 cm. Essas garras sempre foram descritas como uma arma de corte fatal, a qual era usada para perfurar o ventre da vítima. Essa fama foi drasticamente ampliada com o filme Jurassic Park. Todavia, a verdade poderia ser outra: durante um teste biomecânico do programa da BBC Batalha dos dinossauros (The truth about killer dinosaurs), uma perna de velociraptor foi reconstruída, juntamente à garra. Esta fora testada numa barriga de porco: a única coisa que a garra fez foi furar o pedaço de carne. A conclusão é que a garra não deveria ser usada para rasgar, mas sim perfurar a traqueia da presa ou as veias do pescoço da presa, causando uma morte rápida (este comportamento foi identificado na batalha do velociraptor com o protoceratops). Todavia, durante os créditos do programa, fora mostrada uma sequencia com uma garra de dromeossaurídeo rasgando um pedaço de carne.
Uma característica muito exótica está sendo notada em alguns espécimes, especialmente de dromeossauros e troodontes: a presença de penas. Essa característica foi detetada nos raptores anteriores ao velociraptor e, possivelmente, eles poderiam planar entre árvores (numa floresta, como é o suposto caso do microraptor). Estes eram muito semelhantes às aves que não voam.
Descobertas recentes (setembro de 2007) mostram que o velociraptor possuía as mesmas estruturas que as aves possuem para manter as penas presas ao corpo: essa é a prova definitiva que este dinossauro possuía penas mas é improvável que planasse de árvore em árvore como seu pequeno parente, microraptor.
Muitos paleontólogos concordam que o velociraptor seria homeotérmico. Esse fato pode ser explicado se o compararmos a um quivi: ele possuía o mesmo tipo de pluma que o velociraptor, muitas semelhanças anatômicas, estrutura óssea e a passagem nasal (que, normalmente, indica o metabolismo). Isso faz do quivi o espelho perfeito para dinossauros e aves primitivas.
Não resta nenhuma dúvida a respeito da fama do velociraptor. Desde o filme Jurassic Park, o nome deste dinossauro (ou simplesmente o sufixo raptor) aparece em tudo que tem a ver com dinossauros, desde livros aos jogos de videogame e computador. Sempre aparece como um monstro com cabeça de lagarto, cauda colossal e garras tremendas, um monstro sanguinário de quase 4 m de comprimento e 2 m de altura. Na verdade, a imagem descrita a partir do livro de Michael Crichton (o filme de Steven Spielberg foi baseado neste livro, com o mesmo nome) é a imagem de outro dromeossauro, o Deinonychus.
De uma forma ou de outra, o velociraptor teve seu nome publicado em desenhos animados (como em episódios da sequencia Em busca do vale encantado), filmes, livros, jogos de videogames (a saga de Dino Crisis trouxe raptores muito mais exagerados e parecidos com os de Jurassic Park), brinquedos, etc. No que se refere ao mundo científico, o velociraptor foi focalizado num dos especiais da série de documentários da BBC Walking with dinosaurs, astro do segundo episódio de The truth about dinosaurus killers e um dos episódios do documentário Dino Planet.

Baryonyx

O Barionyx foi um dinossauro, de grande porte, cuja alimentação básica era de peixes e pequenos animais, seu habitat era sempre próximo à costa do oceano. Há vestígios sobre sua existência na Grã-Bretanha, cujos restos fósseis foram encontrados em 1983 junto a pedaços de escamas de peixe, o que indicou sua dieta. Até hoje apenas dois exemplares fósseis foram encontrados. Viveram no limite Jurássico-Cretáceo por volta de 144 a 128 milhões de anos atrás.
O Barionyx (cujo nome em latim significa "garra pesada" devido à sua garra no polegar) pertenceu à subordem Theropoda, inserida dentro da ordem dos saurischia, que corresponde aos dinossauros mais aparentados com as aves e, cladisticamente falando, às próprias aves. Essa espécie, no entanto, não é tão próxima das aves: ele pertenceu a uma família da infraordem tetanurae chamada Spinosauridae, que incluía espécies com focinho largo e dieta piscívora (muitos exemplares, inclusive, eram dotados de notáveis prolongamentos das espinhas dorsais).
Sem dúvida o Barionyx era um dinossauro atípico: tinha um pescoço relativamente comprido que permanecia geralmente na horizontal, e não em forma de "s" como ocorria em boa parte dos terópodes. Muitas características-chave do Barionyx apontam para uma dieta psicívora, embora nada impede que este também comesse carne putrefada, como é indicado por restos de Iguanodonte encontrados junto a seus fósseis.
As mandíbulas do Barionyx eram longas e achatadas lateralmente, de forma que à primeira vista lembrava bastante a de um crocodilo, e apresentava em seu maxilar um "recorte", tal como é visto nos crocodilos e em alguns gêneros de Ceratosauridae, e acredita-se que esse aspecto das mandíbulas garantia mais firmeza para o animal na hora de "pescar". As narinas eram recuadas (característica única dos Spinosauridae dentre os terópodes), e sobre os olhos era visível uma crista chata lateralmente, de função desconhecida.
Os braços do Barionyx eram compridos e musculosos, e suas patas dianteiras possuíam quatro garras, sendo que uma era atrofiada e outra (correspondente ao polegar) apresentava uma enorme garra curvada bem maior que as outras, de 30 centímetros, que lembrava aparentemente a garra do pé dos dinossauros avianos Dromaeosauridae. Essa garra provavelmente era utilizada para "fisgar" os grandes peixes de que se alimentava.
O Barionyx possuía cerca de 8,5 m de comprimento e peso em torno de 1.700 kg. No entanto, a análise dos ossos sugere que o modelo mais completo ainda não estava plenamente desenvolvido, de modo que um Baryonyx adulto poderia ter sido bem maior (cerca de 12 a 14 metros de comprimento).
Em janeiro de 1983, um caçador de fósseis amador chamado William Walker acabou por se deparar com uma garra enorme saindo do lado de um poço de argila. Ele recebeu alguma ajuda ao recuperar a garra e vários outros ossos fósseis a partir do sítio arqueológico de onde estava, na Grã-Bretanha. Posteriormente, entrou em contato com o Museu de História Natural de Londres e falou sobre o seu achado.
O esqueleto foi encontrado, felizmente, em estado relativamente intacto e foi escavado por uma equipe liderada por Alan J. Charig e C. Angela Milner, do Museu de História Natural. Eles publicaram a descrição da espécie, B. walkeri, em 1986. Cerca de 70% do esqueleto foi recuperado, incluindo o crânio, permitindo que os paleontólogos fizessem deduções numerosas sobre o Barionyx a partir de apenas um exemplar. O esqueleto pode ser visto hoje montado no Museu de História Natural de Londres.
Em 2007, o paleontólogo Buffetaut percebeu que havia semelhanças gritantes entre os fósseis de Barionyx e de Suchomimus. Muitas características permaneceram muito tempo atribuídas ao Suchomimus e ao Barionyx, e é difícil distinguir quem é quem entre estes dois restos fósseis de dinossauros. No entanto, uma gama de variação idêntica existe entre os espécimes Barionyx, e mesmo entre os vários dentes atribuídos ao Espinossauro. Buffetaut sugeriu que isso poderia significar que o Suchomimus poderia ser um exemplar adulto de Baryonyx. Contudo, essa hipótese não é aceita por grande parte da comunidade científica.